1 de abril de 2010

O monge que não julgava


Havia um monge preguiçoso, desleixado e que orava muito pouco; mas, em toda sua vida, ele nunca julgou ninguém. Em seu leito de morte, encontrava-se contente. Quando um dos irmãos lhe perguntou por que, afinal, estava contente em morrer, uma vez que tinha cometido tantos pecados, ele respondeu: "Vejo agora anjos mostrando-me uma carta, e nela constam meus inúmeros pecados. Eu lhes disse, 'Nosso Senhor disse: não julgueis, e não sereis julgados (Lucas 6:37). Eu nunca julguei ninguém, e creio, pela misericórdia de Deus, que Ele não me julgará' ". Os anjos, então, destruíram o papel. Ao ouvirem isso, os monges espantaram-se e aprenderam muito com esse relato.

São Nicolau (Velimirovich), o Novo Crisóstomo, The Prologue from Ochrid: Lives of the Saints and Homilies for Every Day in the Year -- Volume 1, Lazarica Press, Birmingham, Inglaterra, 1986